quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sessão da Câmara de Marquinho dura cinco minutos

O que é possível fazer em cinco minutos? Este tempo limita a maioria da atividades que requerem estratégias e organização prévia, possibilitando apenas ações simples e rápidas. Escovar os dentes, amarrar os cadarços dos tênis, tirar o carro da garagem ou um cafezinho. Estas são algumas das atividades cabíveis nos 300 segundos.
No entanto, um fato na semana passada chamou a atenção. A sessão da Câmara de Vereadores de Marquinho não durou mais que isso. O Jornal Correio esteve presente no encontro e cronometrou o tempo gasto pelos legisladores para cuidar do futuro e do desenvolvimento do município.
Nada mais do que cinco minutos. Pouco quando se fala de um assunto tão importante. Esse tempo foi dividido entre a leitura da ata da reunião passada, também sem conteúdo, uma oração e um minuto de silêncio, dedicado a tragédia no Rio de Janeiro. Ainda restaram dois minutos, preenchidos por dois pronunciamentos, sete rejeições à palavra e o encerramento oficial.
Segundo a presidente da Câmara, vereadora Verônica dos Santos Minuzzi, a explicação para o encontro relâmpago, é que o prefeito não mandou nenhum projeto para apreciação dos pares. “Eu sozinha não posso fazer a sessão. Os outros vereadores também tinham que fazer os requerimentos, mas eles não fizeram. Tem sessão que é assim, rapidinha mesmo”, justificou.
Neste sentido, a obrigação constitucional dos legisladores fica colocada em prova. Não somente isso, como o real sentido da democracia de participação na tomada das decisões e da voz ativa nos problemas e necessidades da comunidade. Nem mesmo a fiscalização dos atos do Executivo são vistos como prioridade pelos vereadores. “Isso geralmente a gente faz, mas por enquanto está tudo certo”, completou a presidente.

jcorreiodopovo

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