Pais, estudantes e membros da comunidade de Goioxim, na região Centro-Sul do Paraná, organizaram um abaixo-assinado solicitando o fim da obrigatoriedade do ensino em período integral no Colégio Estadual João Ferreira Neves. A mobilização é contrária ao modelo atualmente adotado para o Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e para o Ensino Médio (1º, 2º e 3º ano).
De acordo com o documento, os signatários reconhecem a importância de políticas públicas voltadas à melhoria da educação, mas afirmam que a implantação do ensino integral não levou em consideração a realidade social, econômica e familiar dos estudantes do município.
Entre as principais dificuldades apontadas estão a impossibilidade de muitos alunos permanecerem na escola durante todo o dia, a necessidade de ajudar as famílias em atividades de trabalho — especialmente no meio rural —, além do aumento do cansaço físico e emocional, que estaria impactando negativamente o rendimento escolar. O texto também menciona riscos de evasão escolar, desmotivação dos alunos, falta de estrutura adequada para o período integral e ausência de diálogo prévio com a comunidade escolar antes da implantação do modelo.
Os organizadores defendem que o ensino integral não seja imposto como única alternativa, mas oferecido de forma opcional, respeitando as condições locais e o direito de escolha das famílias e dos estudantes.
O abaixo-assinado é direcionado à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), ao Núcleo Regional de Educação, à direção do Colégio Estadual João Ferreira Neves e ao deputado estadual Luís Corti. Entre as reivindicações estão a reavaliação da obrigatoriedade do ensino integral, o restabelecimento do ensino em período parcial (regular) e a garantia de diálogo transparente e participativo com a comunidade antes de decisões que impactem diretamente a vida escolar.
Até o momento, a petição já conta com adesões e segue aberta para novas assinaturas. Os participantes afirmam que aguardam providências das autoridades competentes e reforçam que uma educação de qualidade deve ser construída com escuta, diálogo e respeito à realidade local.
Enviado por:
Demétrio Burei Sobrinho
Lucas Zorzanelo
Francisco Zai

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