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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Paulo Teixeira celebra fim de conflito fundiário no Paraná; acordo histórico assegura 34 mil hectares para a Reforma Agrária

 

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR


Para ilustrar o progresso da reforma agrária, o ministro Paulo Teixeira destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministro” o acordo histórico que solucionou o maior e mais antigo conflito fundiário do País, garantindo 34 mil hectares para a Reforma Agrária no Paraná. O acordo que envolveu a empresa Araupel é o desfecho de uma luta de 30 anos, desde a ocupação da Fazenda Giacometti-Marodin (pertencente à Araupel), em 1996, em Rio Bonito do Iguaçu. O titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistado por profissionais de imprensa – rádios e portais — de várias regiões do país nesta terça-feira, 20 de janeiro.

A pactuação cria e regulariza assentamentos, contemplando cerca de 3 mil famílias que se somam a outras 4 mil. O entendimento, que contou com a fundamental participação do Ministério da Fazenda e da AGU, destina áreas à Reforma Agrária nos municípios de Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. O acordo contou com a anuência do Ministério Público Federal (MPF) e a aprovação dos movimentos sociais – incluindo o compromisso com a criação de novos assentamentos para mais famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região.

É um acordo de natureza pública, republicana e que favorece as famílias que lutam pela terra há 30 anos no Paraná e que vão se desenvolver. Daqui a uma geração, as famílias vão estar em outro patamar socioeconômico. E a região também ganhará com isso, porque vai ter desenvolvimento acelerado”

Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Paulo Teixeira ressaltou que as três décadas de duração da contenda demonstram a dificuldade para se alcançar o acordo. “Trinta anos para resolver mostra que não foi fácil. O que ficou para este governo foram os temas mais difíceis nesta área. O acordo foi possível porque vários atores tiveram papel muito importante”, relatou. “É uma fazenda que foi ocupada desde 1996 e que foi cenário para duas fotos icônicas do fotógrafo Sebastião Salgado: uma das pessoas entrando na fazenda – uma foto que girou o mundo – e de uma garota que é a cara da luta pela reforma agrária”, disse Teixeira.

O ministro discorreu sobre o tema, prioritário para o MDA, e agradeceu a ajuda de outros órgãos governamentais, além da participação das famílias acampadas nas localidades. “Quero parabenizar a equipe do Incra e o seu presidente César [Aldrighi], toda a equipe do MDA, e agradecer ao ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que ajudou muito no acordo. Agradeço o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, e sua equipe, e à boa vontade do Judiciário do Paraná, e da Câmara de Conciliação do Paraná”, mencionou.

Ele projetou ainda as perspectivas para a região após a solução do impasse. “A fazenda é o que a gente chama de uma área reformada de reforma agrária, que costuma dar muito certo. Aqui no Brasil, a Serra Gaúcha é um exemplo de um programa de reforma agrária que foi feito para italianos pobres no final do século 19 e que hoje virou uma região industrial poderosa. Ali vai virar uma região de produção de alimentos, e um mercado de consumo que vai propiciar, inclusive, agroindustrialização”, elencou.

“É um acordo de natureza pública, republicana e que favorece as famílias que lutam pela terra há 30 anos no Paraná e que vão se desenvolver. Daqui a uma geração, as famílias vão estar em outro patamar socioeconômico. E a região também ganhará com isso, porque vai ter desenvolvimento acelerado”, resumiu Paulo Teixeira.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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