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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Cresol lança campanha Cooperar é Ganhar com sorteio de R$ 10 milhões em prêmios



A ação é a maior do setor de cooperativismo de crédito e traz o cantor sertanejo Daniel como novo embaixador

A Cresol lançou, no dia 1º de abril, a maior campanha de prêmios do cooperativismo de crédito do Brasil: Cooperar é Ganhar. No total, serão distribuídos mais de R$ 10 milhões em prêmios, com sorteios realizados nas cooperativas do Sistema Cresol por todo o país.

Na vigência da campanha, de maio a novembro, serão mais de 3.300 sorteios mensais de R$ 1.500. Em dezembro, acontece o sorteio de prêmios de R$ 10 mil, R$ 30 mil e R$ 50 mil nas cooperativas singulares e um grande sorteio final de 3 prêmios de R$ 1 milhão em certificados de barras de ouro. Ou seja, 3 cooperados ficarão milionários.

“Este ano, completamos 30 anos e queremos comemorar com nossos cooperados, por isso preparamos essa grande campanha de prêmios do cooperativismo. No final, teremos milhares de cooperados sorteados, tendo feito bons investimentos com a Cresol e tendo essa felicidade”, comenta o presidente da Cresol Baser, Alzimiro Thomé.

Novo embaixador

O cantor sertanejo Daniel é o novo embaixador da campanha. O artista representa a simplicidade, desperta simpatia e identificação com os valores da Cresol, cria uma conexão emocional com o público e entrega uma campanha com uma estrutura robusta e representativa.

Daniel está entre os cantores mais ouvidos nas rádios brasileiras e, atualmente, está no ar na TV aberta com seu programa “Viver Sertanejo”, na rede Globo.

Como participar e concorrer

Para participar da campanha, é necessário gerar números da sorte por meio de investimentos em RDC, LCA, capital social e poupança, sendo pessoa física ou jurídica. Os prêmios serão pagos integralmente aos ganhadores, sem dedução de imposto, em formato de cartão de débito e em certificados de barra de ouro. Todas as informações, como regulamento, consulta de números da sorte e resultados dos sorteios estarão disponíveis por meio da página oficial da campanha: https://cresol.com.br/campanha/cooperar-e-ganhar/

Sobre a Cresol

Com 29 anos de história, 1 milhão de cooperados e 939 agências de relacionamento em 19 estados, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Saiba mais em: https://cresol.com.br/


Marquinho: Lesão corporal e violência doméstica




Data/Hora/Local: 01/04/2025 16h00min ÁREA RURAL  

COMPARECEU NESTE DESTACAMENTO UMA SENHORA INFORMANDO QUE SEU MARIDO  EM DATA DE 29/04/2025 AGREDIU A FILHA DO CASAL DE SETE ANOS. O AGRESSOR VEIO A ATEAR FOGO NO SOFÁ EM QUE ESTAVA A SOLICITANTE COM A FILHA MENOR DE 2 ANOS, APÓS A VITIMA APAGAR O FOGO. O INDIVÍDUO PEGOU UM CABO DE VASSOURA E VEIO NA DIREÇÃO DA SOLICITANTE VINDO A ACERTAR UM CHUTE NA PERNA DA MESMA.

POSTERIORMENTE AO CHUTE A SOLICITANTE COM AS FILHAS CORRERAM EM DIREÇÃO AO QUARTO, MOMENTO ESTE QUE O AGRESSOR VEIO A ACERTAR COM O CABO DE VASSOURA NA FILHA DE SETE ANOS, VINDO A CAUSAR UMA LESÃO NO OMBRO. LOGO APÓS, O AGRESSOR SAIU DA CASA RUMO IGNORADO LEVANDO O DINHEIRO DO BOLSA FAMÍLIA DA SENHORA. A VITIMA RELATA QUE TEVE OUTROS EPISÓDIOS DE VIOLÊNCIA ANTERIORMENTE.


terça-feira, 1 de abril de 2025

Goioxim: Resultado Preliminar da Eleição Suplementar do Conselho Tutelar

 



OBS: Resultado final será divulgado dia 04 de Abril, após o prazo de recursos.

Nova Laranjeiras: Moto furtada em Guaraniaçu foi encontrada abandonada na zona rural



Data/Hora/Local: 31/03/2025 às 10 h Zona Rural 

CONFORME INFORMAÇÕES REPASSADAS PELO COPOM QUE EM UMA LOCALIDADE NA ZONA RURAL DA CIDADE DE NOVA LARANJEIRAS, HAVIA UMA MOTOCICLETA PLACAS HONDA/CG ABANDONADA E QUE ESTAVA COM ALERTA DE FURTO/ ROUBO. 

DESLOCADO ATÉ O ENDEREÇO E ENCONTRADO A MOTOCICLETA, FEITO CONSULTA SESP INTRANET, CONSTATADO QUE ELA FOI FURTADA NA DATA DE DIA 21/03/2025 NA CIDADE DE GUARANIAÇU CONFORME. DIANTE DOS FATOS A EQUIPE ACIONOU O GUINCHO DA 10°CIPM, LOGO ENCAMINHADO A MOTOCICLETA PARA A 2 SDP DE LARANJEIRAS DO SUL PARA PROVIDÊNCIAS.

Cantagalo: Descomprimento de medida protetiva a policia foi chamada mas o individuo fugil para mata



Data/Hora/Local: 31/03/2025 às 12h 10min Vila Chimin 

EQUIPE POLICIAL FOI ACIONADA VIA CENTRO DE COMUNICAÇÃO PARA UM ATENDIMENTO DE DESCUMPRIR DECISÃO JUDICIAL QUE DEFERE MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA. CONFORME A SOLICITANTE , SEU EX- CONVIVENTE ESTARIA EM FRENTE SUA RESIDÊNCIA LHE AMEAÇANDO DIZENDO " VOU TE MATAR SE VOCÊ ESTIVER SAINDO COM ALGUM HOMEM", " SE EU FOR PRESO ,SAIO E TE MATO". 

QUANDO A EQUIPE CHEGOU AO LOCAL, FOI CONSTATADO OS FATOS E DADO VOZ DE ABORDAGEM E PRISÃO AO SENHOR QUE ALI ESTAVA, QUE NÃO ACATOU AS ORDENS POLICIAIS E COMEÇOU A GRITAR QUE NÃO IA SER PRESO. DIANTE DO EXPOSTO, A EQUIPE TENTOU SE APROXIMAR DO AUTOR PARA ENTÃO CONDUZI-LO, PORÉM O MESMO SAIU CORRENDO ADENTRANDO UMA MATA FECHADA. EQUIPE POLICIAL FEZ O PATRULHAMENTO NO LOCAL A FIM DE LOCALIZAR O AUTOR, PORÉM SEM ÊXITO.

Palmital: Homem foi detido por desacato chamou o vigia do posto de saúde de guardinha de merda e nordestino cabeça chata

Imagem: Ilustrativa

Data/Hora/Local: 31/03/2025 às 22h 35 min Centro 

POR VOLTA DAS 21:00, A EQUIPE FOI ACIONADA PELO VIGIA DO POSTO DE SAÚDE DE PALMITAL, O QUAL RELATOU QUE UM HOMEM QUE HAVIA SIDO ATENDIDO NO POSTO ESTAVA EXALTADO RECLAMANDO DO ATENDIMENTO NO PRONTO SOCORRO E QUANDO O MESMO INTERVIU, ESTE PASSOU A LHE OFENDER, CHAMANDO DE "GUARDINHA DE MERDA" E DE "NORDESTINO CABEÇA CHATA". 

DIANTE DO FATO, E DE POSSE DAS CARACTERÍSTICAS DO AUTOR, A EQUIPE REALIZOU BUSCAS NAS PROXIMIDADES, SENDO ABORDADO NA RUA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO, UM HOMEM (61 ANOS), O QUAL APÓS PERGUNTADO SOBRE O FATO, RELATOU À EQUIPE QUE ESTEVE NO POSTO DE SAÚDE PARA FAZER UM CURATIVO NA CABEÇA, E QUE NÃO FOI ATENDIDO,

DIANTE DISSO FICOU BRAVO, VINDO A DISCUTIR COM O VIGIA. RETORNADO AO POSTO DE SAÚDE, EM CONVERSA COM O SOLICITANTE , ESTE RECONHECEU O HOMEM COMO O AUTOR. DADO VOZ DE PRISÃO E CONDUZIDO NO BANCO TRASEIRO DA VIATURA PARA A DELEGACIA DE PALMITAL PARA OS DEMAIS PROCEDIMENTOS.

Goioxim: Casa arrombada e vários objetos furtados em área rural

Foto: Arquivo GN


Data/Hora/Local: 31/03/2025 às 16h 05 min Estrada Rural 

COMPARECEU NO DESTACAMENTO POLICIAL UM HOMEM DE (74 ANOS), O QUAL INFORMOU QUE NA DATA DE 31/03/2025, NO PERÍODO DA MANHÃ TERIA IDO ATÉ A SUA PROPRIEDADE QUE FICA NO ENDEREÇO SUPRACITADO, E PERCEBEU QUE A FECHADURA DA PORTA ESTAVA ARROMBADA, AO ENTRAR NA RESIDÊNCIA LOGO DEU FALTA DE ALGUNS OBJETOS QUE TERIAM SIDO FURTADOS. 

SENDO ELES; UMA TV PHILCO 50 PELEGADAS, UM BOTIJÃO DE GÁS, CAIXA DE CHAVES, UMA MOTO SERRA STIHL MOD. MS 260 E UMA ROÇADEIRA STIHL MOD. FS 220, NÃO SABENDO INFORMAR QUE PODERIA TER COMETIDO A PRATICA DELITUOSA. O SENHOR FOI ORIENTADO QUANTO AOS PROCEDIMENTOS CABÍVEIS.

Goioxim: Publicações Oficial do Município do dia 01 de Abril 2025




MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 198, NOMEIA ALESSANDRO DOS SANTOS, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TRANSPORTE
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
LEI COMPLEMENTAR N°003 DE 2025 - DISPÕE SOBRE REESTRUTURAÇÃO DE CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 184, NOMEIA GILBERTO ANTONIO CLAZER DE ALMEIDA JUNIOR, ASSESSOR ESPECIAL JURÍDICO/POLITICO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 191, NOMEIA KAUANE TALITA MORES, ASSESSOR DIRETO SECRETÁRIO DE FINANÇAS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 200, NOMEIA LORINALDO ALVES DE SOUZA, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE OBRAS E PROJETOS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 188, NOMEIA CARLOS GUSTAVO SCHADECK MARCONDES, CHEFE DA DIVISÃO DE COLABORAÇÃO COM O DETRAN
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 193, NOMEIA KAUANY ADAMOWSKI VALENDORFF, ASSESSOR DE EQUIPE DE DOCUMENTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 197, NOMEIA GILIADY DE LIMA SANTOS, COORDENADOR DE EQUIPE DE GESTÃO E CONTROLE DO PATRIMONIO PÚBLICO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 192, NOMEIA FAGNER RODRIGO ANANIAS, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 190, NOMEIA EDINA DOS SANTOS VICENTIM FERREIRA, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE FINANÇAS PÚBLICAS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 199, NOMEIA LEANDRO ROSA, DIRETOR DE DEPARTAMENTO DE TRANSPORTE
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 194, NOMEIA EMANUELLY APARECIDA RAVANELO, ASSESSOR DA EQUIPE DE ATENDIMENTO AO PUBLICO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 202, NOMEIA MIRIAM ROSSI, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 185, NOMEIA MARCELO DE SOUZA, ASSESSOR ESPECIAL DE GABINETE
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 187, NOMEIA EVANDRO LUIZ PASA DE SOUZA, CHEFE DE DIVISÃO DE EVENTOS E RELAÇÕES PÚBLICAS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 201, NOMEIA ALESSANDRA MIRANDA MAYER, ASSESSOR DE DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO DE CONVÊNIOS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 195, NOMEIA DANIEL RIBEIRO JUNIOR, ASSESSOR DA DIVISÃO DE LICITAÇÕES
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 189, NOMEIA HELLEN NAYANE SILVERIO, ASSESSOR DA DIVISÃO DE COLABORAÇÃO COM O IIPR
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 186, NOMEIA TASSIELE MARIA PEDROSO, CHEFE DE GABINETE
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 196, NOMEIA ANTONIO DE LIMA, ASSESSOR DA DIVISÃO DE PATRIMONIO
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 182 DE 31 DE MARÇO DE 2025, FICA EXONERADO OS SERVIDORES ABAIXO RELACIONADOS
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MUNICIPIO DE GOIOXIM
PORTARIA Nº 183 DE 31 DE MARÇO DE 2025.FICA EXONERADO OS SERVIDORES ABAIXO RELACIONADOS
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Matérias publicada no Diário Oficial dos Municípios do Paraná no dia 01/04/2025. Edição 3247



segunda-feira, 31 de março de 2025

Goioxim: Eleição para Suplente do Conselho Tutelar

Texto: Conselho Tutelar


Criado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Art. 131. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. 

 Realizou-se processo de eleição para suplentes para Conselho Tutelar no dia 30 de março de 2025 na Secretária Municipal de Assistência Social, no Município de Goioxim/Pr, a escolha foi feita mediante publicação no Diário Oficial dos Municípios do Paraná no dia 14/02/2025. Edição 3216, sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e fiscalização do Ministério Público, nos termos do art. 139 da Lei Federal n ° 8.069, de 13 de julho de 1990. Deu- se processo de escolha para suplência, devido que esgotadas as chamadas dos suplentes

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que cada município deve ter, no mínimo, um Conselho Tutelar, composto de cinco membros.
Os conselheiros são escolhidos pela comunidade local para mandato de quatro anos, permitida recondução.

Caso haja o afastamento de um Conselheiro Tutelar, a lei deverá prever que o suplente assumirá imediatamente a vaga deixada.

Divulgação final do Resultado através de publicação no diário oficial 04/04/2025.

Vilões da “novela da inflação” estão longe do campo


Foto: Ilustrativa Divulgação

Apesar de responsabilizados pela escalada nos valores dos alimentos, agricultores e pecuaristas são tomadores de preços e também sofrem com a inflação fora de controle

Se a inflação fosse uma novela, não faltariam personagens no enredo. Os núcleos de produtos e serviços analisados formam uma teia complexa, uma trama na qual grupos isolados, como o de produtores rurais, têm pouco ou nenhum poder de influência. Nessa história, quebras de safra, desequilíbrio na oferta e demanda, altas taxas de câmbio e elevados custos de produção estão entre os maiores vilões. E o principal autor da “novela”, com poder de transformar os rumos da história, é o governo federal, que tem decepcionado nas ações. Nos últimos meses, os episódios têm sido mal-recebidos pela população brasileira e também pelo setor produtivo.

Para que todos estejam no mesmo capítulo, é preciso lembrar que a principal ferramenta para medir a inflação é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, o IPCA registrou aumento de 4,56% nos preços, puxados principalmente por alimentação e bebidas (7,25%), alimentação fora do domicílio (6,74%) e educação (6,63%). O grupo dos alimentos, nesse momento, chama a atenção, levando a uma visão equivocada de que os produtores rurais seriam os culpados pela inflação.

Em pronunciamento no dia 14 de março, em mais uma tentativa de colocar nos produtores rurais a responsabilidade pela alta dos preços, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou: “Nós queremos encontrar quem é o pilantra que aumentou o ovo tanto”. A declaração vem na mesma medida do governo federal de desonerar a importação de alimentos para supostamente conter a subida nos preços, uma estratégia classificada como ineficaz pelo Sistema FAEP e outras entidades do agronegócio.

“O produtor rural não é o culpado pela inflação”, rebate Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP. “Ao contrário. No campo, sem descanso, os agricultores e pecuaristas trabalham para produzir alimentos, gerar renda e emprego e segurar a balança comercial do país. Os altos preços dos alimentos são consequência de outros fatores, como custos de produção elevados e o chamado ‘Custo Brasil’”, completa.

Historicamente, o produtor rural é tomador de preços, seja na hora de comprar insumos ou de vender sua produção. “Os preços são colocados de acordo com a conjuntura, que envolve tanto fatores da economia nacional quanto aspectos internacionais. A variação, portanto, depende mais de questões de mercado do que a vontade de quem está produzindo”, detalha Anderson Sartorelli, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

Outro ponto importante relacionado aos preços dos alimentos é a sazonalidade, já que existem períodos de oferta concentrada, com maior disponibilidade após a colheita ou abate. “Esse comportamento da maior oferta de produtos em períodos definidos, chamado popularmente ‘da estação’, causa um comportamento sazonal dos preços dos produtos agropecuários, regidos pelo balanço de oferta e demanda. Ou seja, quanto mais se produz de algo, menor será seu preço e vice-versa”, explica Ana Paula Kowalski, técnica do DTE do Sistema FAEP.

Ações articuladas

A economia moderna e globalizada se caracteriza por uma alta complexidade. A interconexão entre as cotações das commodities depende de acontecimentos diários espalhados pelo mundo. Por isso, a missão de combater a inflação exige políticas articuladas em diferentes frentes, conforme apontam os especialistas da área econômica ouvidos pela reportagem da revista Boletim Informativo.

“Os alimentos têm um impacto significativo na inflação no Brasil, embora não sejam os únicos responsáveis por pressionar os preços. Com a matriz logística nacional fortemente dependente do transporte rodoviário, aumentos nos preços dos combustíveis elevam os custos de distribuição e, consequentemente, os preços finais dos alimentos. Além disso, o câmbio afeta a atratividade da exportação em dólares, o que pode reduzir o fornecimento de alimentos no mercado interno e pressionar os preços”, analisa Felipe Jordy, coordenador de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX, concorda que a inflação brasileira tem múltiplas origens e acrescenta as condições climáticas adversas e a volatilidade dos preços in natura na conta da instabilidade. “Um setor impacta direta e indiretamente outros setores. A economia moderna é muito complexa e interdependente. É difícil termos uma pressão isolada”, complementa.

Edson Kawabata, sócio-diretor de novos negócios da Peers Consulting + Technology, acrescenta o câmbio como um fator determinante a ser observado na hora de analisar a inflação.

“A variação da taxa cambial impacta a inflação por via de dois mecanismos principais: a precificação de importados e o equilíbrio entre importações e exportações. O dólar mais alto estimula exportações e desincentiva importações, e vice-versa na baixa”, esmiuça o especialista.

Afinal, quem são os vilões?

Para os especialistas, o governo, com a execução de políticas públicas, tem um papel determinante na dinâmica inflacionária. Jordy enfatiza o papel do Estado em promover projetos de infraestrutura, logística eficiente e estabilidade fiscal, que seriam respostas com potencial de conter os ânimos inflacionários. “O governo tem instrumentos para atuar sobre a demanda e a oferta. A política energética, por exemplo, é outro fator que pode influenciar a inflação, assim como ações pontuais, como a formação de estoques reguladores agrícolas”, sugere.

O fantasma da hiperinflação vivida entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990 também assombra o país e entra no debate das medidas a serem tomadas em contextos de pressão sobre os preços. A inflação brasileira, para os economistas, não é uma questão isolada no mundo, mas tem suas peculiaridades. A dependência de commodities, a volatilidade do câmbio e o histórico de instabilidade econômica tornam o país mais exposto a choques externos.

Para Kawabata, o fato de o país ter convivido com essa inflação elevada durante anos até o Plano Real estimula uma “cultura inflacionária”, que leva os agentes econômicos a se anteciparem a qualquer sinal de alta de custos para elevarem preços, em caráter preventivo. “Outro fator é a indexação de parte dos preços da economia, como aluguéis, mensalidade escolar, planos de saúde e até salários, reforçando uma certa inércia inflacionária, que vai se propagando a cada ciclo de reajustes”, exemplifica.

“Entre os países emergentes, o Brasil tem uma certa vantagem comparativa, pois é um mercado grande, menos dependente de importações do que muitos vizinhos. Mas a flutuação das variáveis macroeconômicas continua sendo um desafio”, aponta Mattos.

Em resumo, se a inflação no Brasil fosse uma novela, o enredo seria um quebra-cabeça de múltiplas peças que precisam se encaixar: câmbio, juros, custos, demanda, clima, políticas públicas e até mesmo a cultura nacional influenciada pelo passado das remarcações de preço diárias dos supermercados. Combatê-la exige ações coordenada, diagnósticos precisos e, sobretudo, responsabilidade fiscal. Não há mágica, mas há caminhos.

“O mercado vê com preocupação porque não há uma sinalização de cuidado por parte do governo com as contas públicas e a estabilidade no médio prazo. Isso gera incertezas, preocupações com relação aos próximos passos e a moeda fica a mercê do que acontece no mercado externo. Uma maior preocupação com a questão fiscal levaria agentes a enxergar estabilidade, o que atrai investimentos e, consequentemente, produção. O caos nunca é o melhor caminho. O cenário de estabilidade é o principal ponto a ser buscado”, aponta Anderson Sartorelli, do DTE do Sistema FAEP.

E a taxa Selic?

No debate sobre o controle da inflação, a elevação da taxa básica de juros (Selic) costuma surgir como protagonista no noticiário econômico. Quem determina essa taxa é o Comitê de Política Monetária (Copom), vinculado ao Banco Central, órgão autônomo em relação ao governo federal. O valor mais baixo experimentado nos últimos 12 meses ocorreu em maio de 2024, com 10,5%. Desde então a taxa tem subido sistematicamente até atingir 14,25% em março deste ano, tornando o crédito mais caro.

“A taxa de juros desempenha um papel fundamental no controle da inflação ao desestimular o consumo e incentivar a poupança. Quando a taxa é elevada, cai a capacidade de endividamento de indivíduos e empresas, o que contribui para limitar o avanço dos preços. No entanto, subir os juros nem sempre é a solução, pois seus efeitos podem desacelerar o crescimento econômico e aumentar o custo do crédito, o que também afeta negativamente o poder aquisitivo da população”, pondera Felipe Jordy, da Biond Agro.

Neste cenário, Leonel Mattos, da StoneX, detalha os dois tipos de inflação: a de custo, que nasce de problemas na oferta (como uma safra ruim), e a de demanda, causada pelo consumo aquecido. “Os juros são mais eficazes no segundo caso. Quando o problema é oferta, como o encarecimento de fertilizantes, os juros têm pouco efeito”, afirma. “Ainda assim, o crédito mais caro tem um papel indireto importante, já que envolve potencial de atrair capital estrangeiro para investimentos, o que potencialmente fortalece o real”, completa.

Governo insiste na importação de alimentos

Diante da alta dos preços, o governo tem adotado como alternativa a redução das taxas de importação para alimentos e itens da cesta básica para combater a inflação. Desde então, o Sistema FAEP tem se posicionado contra a proposta de zerar as tarifas para compra de alimentos estrangeiros, já que além de não resolver a questão, ainda cria outras dificuldades para a economia do país.

“O Brasil não pode insistir em soluções ultrapassadas para problemas crônicos. Transferir o ônus da inflação para o setor produtivo é um equívoco que compromete um dos pilares da economia nacional. Enfraquecer o agronegócio com políticas equivocadas significa comprometer o futuro do país”, sinaliza Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

Em fevereiro deste ano, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), do qual o Sistema FAEP integra o Conselho Executivo, enviou ao governo federal um documento com sugestões de curto, médio e longo prazos para combater a inflação dos alimentos sem prejudicar o setor produtivo. No texto, o IPA também condena os subsídios indiscriminados às importações, medidas que podem desestimular a produção agropecuária, reduzir investimentos no setor e, consequentemente, elevar os preços ao consumidor.

Para os especialistas, a medida de desonerar importações pode até funcionar no curto prazo ao aumentar a oferta interna, mas alertam para desdobramentos futuros. “É preciso evitar que o país se torne excessivamente dependente do mercado externo”, aponta Felipe Jordy, coordenador de inteligência e estratégia da Biond Agro. “Pode ajudar, mas não resolve sozinho. Se o Brasil não é importador tradicional de certos itens, há barreiras logísticas e comerciais que dificultam a substituição imediata do produto nacional pelo estrangeiro”, alerta Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

Edson Kawabata, da Peers Consulting + Technology, vê essa medida como uma alavanca acionável pelo governo para tentar mitigar o problema, mas que não é efetiva sozinha. “É necessária uma análise estratégica mais ampla no âmbito da reforma tributária (entre outras medidas estruturais), para uma melhor equalização dos tributos aplicáveis nas cadeias de valor de produtos, para reduzir assimetrias e estimular a competitividade dos setores”, alerta.

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