segunda-feira, 18 de abril de 2022

Guarapuava: Criminosos fecham acessos durante tentativa de assalto, fazem moradores reféns e deixam 2 policiais feridos


Fonte: g1.globo.com/pr Fotos: Redes Sociais

Mais de 30 criminosos fortemente armados tentaram assaltar uma empresa de transporte de valores, em Guarapuava, na região central do Paraná, durante a noite de domingo (17) e madrugada desta segunda-feira (18), segundo a Polícia Militar (PM). Dois policiais militares e um morador ficaram feridos.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Coronel Romulo Marinho Soares, afirmou que os assaltantes fugiram sem levar dinheiro da empresa.

De acordo com relato de testemunhas, os assaltantes fizeram moradores reféns e fecharam os acessos da cidade.

Testemunhas disseram ainda que os criminosos colocaram fogo em dois veículos em frente ao batalhão da Polícia Militar para dificultar a ação dos agentes de segurança.

Ainda conforme a PM, os policiais feridos foram os cabos José Douglas Bonato e Ricieri Chagas.

Ao g1, a polícia informou que Bonato teve fratura na perna, foi operado e não corre risco de morrer. Já o cabo Ricieri foi internado e intubado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e apresenta quadro estável. O civil ferido passa bem.

Guarapuava fica a 256 quilômetros de Curitiba. A cidade tem aproximadamente 183 mil habitantes, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve confronto armado e pelo menos dois policiais foram baleados, de acordo com a PM.

Durante a madrugada, a prefeitura chegou a afirmar que pelo menos três moradores tinham se ferido na ação. Apesar disso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou que atendeu somente um civil, que levou um tiro no braço.

O Exército foi acionado para reforçar a segurança e usou uma viatura blindada. Enquanto isso, moradores ouviram diversos disparos.

Por volta das 5h45, a Polícia Militar informou que os criminosos conseguiram fugir rumo ao interior do estado. Momentos depois, a polícia afirmou que os moradores poderiam sair de casa.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que os acessos via BR-277 estão liberados. Ao menos três pontos tiveram registros de interdição.

A Protege, empresa que foi atacada, informou que os assaltantes não conseguiram acessar o cofre da unidade. A organização também disse estar colaborando com as autoridades.

Pós-ataque

A PM informou que montou um cerco na zona rural para localizar os assaltantes, onde houve confronto armado.

A polícia disse que os criminosos estavam com oito veículos, sendo que cinco eram blindados. Sete fuzis e duas armas .50 foram apreendidos. Ninguém foi preso.

Ainda conforme a PM, os criminosos estavam equipados com mochilas de mantimentos, com kits de primeiros socorros, e capacetes balísticos.

As investigações apontam que os assaltantes tinham carros escondidos na área rural de Guarapuava para fuga.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, três helicópteros auxiliam na buscas pelos criminosos. O cerco deve ser mantido pelos próximos quatro dias.

A Polícia Federal (PF) foi chamada e está na empresa onde houve o ataque. Janelas da transportadora de valores foram destruídas.

Há explosivos na região e o local foi isolado. O Esquadrão Antibombas de Curitiba foi acionado.

O Ministério da Justiça anunciou que está enviando reforços da PF e PRF para o Paraná.

A população de Guarapuava foi orientada pelas autoridades de segurança e pelas rádios locais a permanecerem em casa.

O jovem aprendiz Nathan Santos, de 16 anos, saía do Shopping Cidade dos Lagos com um grupo de amigos no momento dos ataques.

"Só lembro de estar no meio da rua e escutamos um estouro muito alto", diz. "Saímos correndo. Uma senhora nos ofereceu abrigo e começaram os tiroteios...Muito barulho de bala, pessoas gritando no meio da rua. Estavam dando tiros nos postes de luz para ficar escuro."

Guarapuava esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter durante a madrugada de segunda-feira (18). Alarmados, moradores do município compartilharam vídeos com barulhos de disparos e compararam os ataques ao mega-assalto a banco em Criciúma, que ocorreu em novembro de 2020.

A atriz Larissa Manoela, que é natural de Guarapuava, prestou sua solidariedade em seu perfil.










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