Por muito menos, Bolsonaro foi impedido pelo Supremo Tribunal Federal de indicar o diretor geral da Polícia Federal (PF) por conflito de interesse, por mais que a Constituição Federal desse a ele essa prerrogativa.
O ponto é que, nos últimos tempos, no Brasil vimos a mão da Justiça pesar muito mais para um lado. Quando se tratava de Bolsonaro e seu entorno, tudo valia: buscas e apreensões por conversas privadas de empresários, inquéritos perpétuos, explicações por importunar baleia e depoimentos na PF por um simples tweet.
Agora, o que vem à tona pela imprensa é muito mais grave, mas não assistimos ao mesmo rigor da lei. Não se trata de condenar e tirar conclusões apressadas dos dois ministros envolvidos com Daniel Vorcaro, pessoal e financeiramente. É claro que a presunção de inocência é um pilar básico num Estado Democrático de Direito. Mas reconhecer que ninguém está acima da lei e tudo deve ser investigado.
Da mesma forma que a sociedade brasileira quis explicações sobre cartão de vacina, joias, 08 de janeiro, tentativa de golpe, etc., a população também quer saber qual o motivo de um aporte milionário do Master no Resort Tayayá. Ela também gostaria de saber por que motivo um ministro da Suprema Corte trocava mensagens – e as apagava – com um banqueiro, um dia antes da liquidação do Master e momentos antes da sua prisão. Por acaso, esse é o tipo de conduta esperada de juíz da mais alta corte do país?

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