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terça-feira, 31 de março de 2026

Guerra já começa a elevar inflação no Brasil

 

Por Alan Ghani Jovem Pan

Vários economistas têm recalibrado suas projeções de inflação por conta dos efeitos da alta do petróleo, que encarece os transportes e os insumos na agricultura e na indústria.

Não é à toa que a expectativa de inflação, medida pelo IPCA e captada no relatório Focus do Banco Central, passou de 3,91% há quatro semanas para 4,31% na divulgação de hoje. Não só a expectativa aumentou, como a própria inflação corrente já capta os efeitos da guerra.

Hoje, foi divulgado o IGP-M, índice de inflação calculado pela FGV, que traz variações de preço na construção civil, no varejo e no atacado/produtor agrícola e industrial. Chamou a atenção a elevação dos preços dos derivados de petróleo na indústria e dos alimentos, tanto no varejo como no atacado. Para piorar, esses efeitos não foram captados integralmente no mês. Isso significa que as próximas divulgações dos índices de inflação devem trazer números mais altos.

Nesse cenário, ganha força a ideia de não haver corte da Selic na próxima reunião. A combinação de juros elevados com inflação é ruim para o bem estar econômico da população.

Os juros elevados têm efeito redutor na atividade econômica, além de aumentar a inadimplência que já está bastante elevada. A inflação, por sua vez, reduz o poder de compra da população que já convive com um custo de vida bem elevado.

O único “beneficiado” com esta situação é Flávio Bolsonaro, que vê suas chances aumentarem com o preço econômico da guerra.

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